Sobre o Quintal Produtivo

Meu nome é FIlipe Souza e recentemente minha esposa, Lidiane e eu decidimos que viveríamos uma vida mais saudável e menos estressante. Crescemos em cidades no interior do Rio de Janeiro: ela em Três Rios e eu em Resende. Quando adultos, viemos para o Rio de Janeiro e fizemos nossas vidas por aqui. 

Percebemos que gastamos muito tempo entre o trânsito de uma cidade grande e a falta de atividades relaxantes ao chegar em casa. A violência é  um outro fator complicado, morar em um bairro distante e diversos outros problemas das cidades grandes nos desanimam diariamente. Além do que, morar em um apartamento não é nada atrativo, sabendo que existe um mundo à sua volta.

A partir desse cenário, foi que pensamos muito em comprar um sítio. Chegamos a comprar um em Silva Jardim, mas a logística para  construir inviabilizou o projeto. Mas o sonho continuava vivo em nós. E vou te confessar: víamos que era cada vez mais necessária essa fuga do caos urbano que se enraíza cada vez mais e mais na cidade.

Então, certa vez e despretensiosamente a Lídia (um dos vários apelidos carinhosos que uso com a minha esposa) encontrou um terreno bacana em Guapimirim. A cidade está no interior do Rio de Janeiro, próxima a Teresópolis. Fica aproximadamente uns 50 minutos da Ilha do Governador, onde moramos atualmente.

Chegando para conhecer o local, nos deparamos com uma entrada que nos fez apaixonar logo de cara. Era uma ruazinha sem saída e cercada de vegetação e mata densa. O terreno tem três mil metros quadrados e uma casa inacabada. Diversas árvores ao fundo, muitas bananeiras e algumas plantas ornamentais. Uma piscina bem legal, mas que carece de cuidados e um laguinho. 

Inicialmente achamos o terreno muito pequeno para os nossos planos, mas depois de cinco meses, descobrimos que é grande demais só para nós dois cuidar. Isso porque só podemos ir aos domingos.

Aos poucos fomos reformando a casa, cuidando da limpeza do terreno e demarcando as áreas para os nossos projetinhos pessoais: horta, galinheiro, curral para cabra, entre outras coisas.

E durante esse tempo pensei que poderia usar o terreno e pequenas áreas para criar um projeto que conseguisse levar alimentos e até uma renda para pessoas que hoje tem um espaço subutilizado ou até mesmo largado e cheio de lixo.

Se vamos errar? Sim e muito, mas aprenderemos um tanto com toda essa experiência.